Considere o poema ao lado, "A cantiga", de Adélia Prado:
Acerca desse poema, é INCORRETO afirmar que

"Ai cigana ciganinha, ciganinha, meu amor". Quando escutei essa cantiga era hora do almoço, há muitos anos. A voz da mulher cantando vinha de uma cozinha, ai ciganinha, a voz de bambu rachado continua tinindo, esganiçada, linda, viaja pra dentro de mim, o meu ouvido cada vez melhor. Canta, canta, mulher, vai polindo o cristal, canta mais, canta que eu acho minha mãe, meu vestido estampado, meu pai tirando boia da panela, canta que eu acho minha vida.
(Em: Bagagem. Rio de Janeiro: Guanabara, 1986.)