Literatura
Oito séculos de versos e histórias, com as mãos no texto. Em dezoito laboratórios você escande Camões e vê as vogais se fundirem, monta um soneto de Bilac, lê o mesmo episódio por três narradores, desmonta uma cantiga medieval, caça as antíteses de Gregório de Matos, liga a “Canção do exílio” às suas paródias, enxuga uma frase até chegar à de Graciliano Ramos, parte palavras como um poeta concreto transforma um conto em cena de teatro, segue os heterônimos de Pessoa e interna Itaguaí inteira na Casa Verde. São 99 missões, sobre textos reais, e quem confere é o próprio laboratório.
Amor é um fogo que arde sem se ver;É ferida que dói e não se sente;É um contentamento descontente;É dor que desatina sem doer;
Luís de Camões, soneto, Rimas (edição póstuma de 1598)
O mesmo assunto, o amor, em sete épocas. Gire o seletor e repare no que muda: o tamanho do verso, as palavras, e a própria ideia do que é amar. Todos os textos são de domínio público.
